bstrdd sobre 'novo' MIBR GC: “Podemos chegar longe este ano”
O MIBR GC versão 2026 já estreou e bateu na trave nesta temporada competitiva de VALORANT ao ser vice do VALORANT Game Changers 2026 - Game Changers Brazil Kickoff. Mas, afinal, o que faltou para a nova lineup inclusiva da organização começar com o “pé direito” e ser campeã? Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil (confira mais abaixo em vídeo), Paula "bstrdd" Naguil explicou que faltou experiência para o time. Ela ainda falou sobre os porquês da lineup de 2025 ter mudado, o novo momento da carreira e os objetivos para este ano.
“O que pegou a gente na final [do Kickoff] foi a experiência. As meninas da Liquid conseguem fazer o jogo dela tranquilamente, sem pressão. A experiência ajuda muito nesse sentido. Entramos um pouco em choque, sim. Não é algo tático, é mais mental. É de boa aprender com o tempo, conseguir bons treinos para adaptação mental. É só tentar levar os treinos para o campeonato. Nossos treinos estão muito bons, então acredito que podemos chegar muito longe esse ano”, opinou a jogadora do MIBR.
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➡ Mudanças na lineup de 2025
Uma grande parte da comunidade brasileira de VALORANT foi pega de surpresa com as saídas de Nicolas "srN" Niederauer, Camila "sayuri" Obam e Giulia "lissa" Lissa do elenco inclusivo do MIBR. Para bstrdd, no entanto, foi algo difícil, mas ‘natural’ devido a problemas internos e também porque, na opinião dela, a organização não via mais evolução no time.
“Eu acho que o MIBR, no geral, não via evolução por algumas jogadoras que saíram. A gente não via mais uma evolução como time. Não vou falar detalhes, mas tivemos problemas internos, principalmente no Mundial. Então, não dava mais. Foi uma decisão muito difícil para todo mundo, a gente ficou mal, mas acredito que foi para o melhor de todos, para as pessoas que saíram aprenderem mais. Eu continuo em contato com todas, já falei com a srN também, todo mundo está alinhado agora, tudo ok”, revelou bstrdd.
O choque em relação às mudanças na lineup do MIBR GC foi tão grande que gerou uma série de críticas de fãs e torcedores nas redes sociais. Perguntada sobre isso, bstrdd afirmou que não entende totalmente os motivos dos comentários negativos, mas que compreende porque eram jogadoras com experiência e sucesso recente sendo substituídas por nomes nem tão badalados assim.
“Eu entendi uma parte [das críticas] porque foi do nada, tiraram um core super forte e colocaram meninas mais inexperientes. Por exemplo, a sayuri, a srN e a lissa tiveram experiência mundial, e colocamos duas meninas que não tiveram. Foi uma mudança que ninguém esperava, faz sentido, eu entendo, mas ninguém sabe o que aconteceu fora do jogo, ou in-game, ou nos treinos. Então, não dava para falar muito, só aceitar. Com o tempo, a pessoa esquece e é isso”, afirmou a chilena.
➡ Liderança e mais destaque
Diferentemente dos anos na Team Liquid e da temporada passada no MIBR, quando dividia o destaque com outros nomes de peso no cenário inclusivo brasileiro de VALORANT, desta vez bstrdd é o nome mais experiente e a grande esperança da lineup. Em relação a isso, a jogadora revelou que assumiu um papel de maior liderança e se tornou mais crítica internamente.
“Foi difícil no começo porque sou a pessoa chata do time, reclamo muito dos erros, mas sempre falo para melhorar. Eu acho que sou a pessoa chata do time e no começo não sabia como as pessoas iam lidar com isso, porque vai que eles acham que eu estou xingando elas ou sei lá, pegando no pé, mas acho que tem que ter essa pessoa sim. Sou esse perfil de jogadora, obviamente sou brincalhona também, tenho minhas fases divertidas, mas também sou a pessoa chata do time. E no começo eu achei que ia ser, sei lá, estava sendo muito dura, ou estava sendo muito, sei lá, sabe? Mas, com o tempo, a gente está indo bem, pegando essa confiança como time, para que o pessoal não leve nada para o lado pessoal, nem nada, sabe? Todo mundo buscando muito o crescimento e a evolução”, disse bstrdd.
➡ Foco no mundial
Depois de ter sido top-3 no VALORANT Champions Tour 2025 - Game Changers Championship, bstrdd afirmou que o objetivo realista desta temporada do MIBR é ao menos chegar no mundial da modalidade. Para ir além disso, a jogadora deixou claro que vai ser difícil porque há outros times que já estão formados há mais tempo e com mais experiência internacional, mas brincou que, se não for campeã neste ano, vai se aposentar do competitivo.
“Meu objetivo é chegar ao mundial. Obviamente quero ganhar, mas se chegarmos ao mundial, conseguimos evoluir mais no campeonato. Espero chegar pelo menos no top 2, que eu acho que, tomará que seja campeão, né? Eu acho que mereço mais que isso, o time também, mas eu quero ganhar. Já tô ficando velha, já vou aposentar, vou aposentar se não ganhar, vou colocar essa meta”, concluiu.
▶ Veja a entrevista completa com bstrdd em vídeo:
O MIBR de bstrdd e companhia volta ao servidor neste sábado (21), às 17h (de Brasília), contra a Beta Division GC pela estreia no Game Changers Brazil 2026 Stage 1.
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