Como chega a Leviatán no Masters Londres 2026? Casters opinam
A estreia da Leviatán pelo VALORANT Champions Tour 2026 - Masters London 2026 acontece neste domingo (7). Vice-campeã do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2 e eliminada do EWC - Esports World Cup 2026: Americas Qualifier, a equipe chega ao torneio internacional de VALORANT após uma boa campanha na liga, mas ainda com uma dúvida comum: como vai se comportar fora da própria região? Para entender esse cenário, o THESPIKE Brasil ouviu casters do cenário e reuniu uma análise sobre o momento da organização argentina.
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➡ Juventude e experiência
Entre todas as equipes que chegam ao Masters Londres, a Leviatán é uma das que mais chama atenção pela idade do elenco. A média é de 19,4 anos e isso ajuda a entender o estilo do time, mas também explica parte das dúvidas sobre como vão lidar com um torneio desse nível. O único jogador com experiência internacional é Francisco "kiNgg" Alberto Aravena. Na organização desde 2021, é ele quem carrega mais vivência nesse tipo de cenário porque já disputou torneios como o VCT 2024 - Champions 2024 e o VCT 2022 - Stage 2 - Masters Copenhagen.
O restante do elenco mudou bastante nos últimos anos. Em 2025, Corbin Daniel "C0M" Lee, Ian "tex" Botsch e Anthony "Okeanos" Nguyen saíram da equipe e houve uma reformulação com jogadores mais novos. No mesmo ano, Eduardo Kenzo "Sato" Nagahama Sato entrou no time. Já em 2026, foi a vez de Guilherme "blowz" Oliveira, Bruno "Neon" Rodríguez e Rodrigo "spikeziN" Lombardi completarem o elenco atual. Isso faz da Leviatán um time com pouca vivência internacional, o que pode pesar em torneios como o Masters não só pelo nível dos adversários, mas também por tudo o que envolve a competição, como jogar no palco, lidar com estilos diferentes de outras regiões e manter o desempenho apresentado na liga.
Ao mesmo tempo, a campanha no VCT Americas 2026 Stage 1 mostrou um time que não costuma sentir tanto essa pressão em jogos grandes. A final contra a G2 Esports é um bom exemplo disso, com uma série extremamente pegada que se arrastou até o último mapa de uma melhor de cinco (MD5). De acordo com Guilherme "Nyang" Coelho, caster da Riot Games, isso diminui um pouco a preocupação com a pressão. Na visão dele, o ponto de atenção vai ser a capacidade de adaptação ao longo do torneio.
“Apesar da Leviatán ser o time mais novo do campeonato, mostraram no [VCT] Americas que não deixam a pressão os afetar. É um dos times mais talentosos na mecânica e na mira e tem tudo para surpreender positivamente. O grande desafio é saber se preparar e se reinventar em um campeonato de tiro curto contra estilos completamente diferentes. Time campeão é o time que evolui ao longo do campeonato e a Leviatán tem qualidade para ser esse time”, avaliou Nyang.
➡ Meta atual favorece
Em Londres, o meta atual pode ser um ponto a favor da Leviatán. No primeiro split do VCT Americas, o time teve bons resultados não só pelo nível individual dos jogadores, mas também pelo tipo de composição que escolheu. A organização argentina trouxe o meta para dentro do time, com a Neon de spikeziN e o Phoenix de Sato. Na avaliação de spacca, isso ajuda a explicar por que a equipe chega ao Masters sem precisar mudar tanto a forma de jogar, uma vez que o patch recém-introduzido não deve quebrar a base que a Leviatán construiu ao longo deste ano.
“Acho que a Leviatán chega muito bem para esse Masters Londres porque o principal nerf do patch não vai afetar os caras no nível que muita gente está achando. O spikeziN ainda vai continuar quebrando de Neon. E é um time jogando em um meta 100% atual, cara. Em um meta de dois Duelistas, em um meta onde o Phoenix está muito bem, o Sato está jogando muito bem também. Então, é um time que não acredito que vai mudar suas raízes das Américas para Londres, e isso, para mim, dá uma vantagem muito grande para os caras”, afirmou Spacca.
➡ Entre campanha e estreia
A preparação para Londres, entretanto, não aconteceu sem tropeços. Pouco depois da classificação para o Masters, a Leviatán acabou eliminada na 5-6ª colocação do EWC - Esports World Cup 2026: Americas Qualifier e ficou sem vaga para a Copa do Mundo de VALORANT. Essa foi a última versão apresentada pela equipe antes do Masters Londres.
O elenco tem habilidade individual suficiente para competir contra qualquer adversário. O meta atual favorece o estilo de jogo. A campanha regional mostrou essa maturidade acima da média para um elenco jovem. Mas Londres será um teste que os novos jogadores ainda não vivenciaram. A capacidade de adaptação diante de equipes da EMEA, Pacífico e China vai ser colocada à prova. Assim a caster Camila "napeR" Naper analisou como que esses jogos recentes ajudaram a Leviatán a ganhar mais experiência em algumas situações.
“Com certeza, depois da final do Americas e do próprio qualificatório para a EWC - Esports World Cup 2026, acredito que a Leviatán tenha ganhado experiência em momentos de pressão. Óbvio que eles já tinham antes, mas agora ainda mais, pensando que agora é o Internacional. Acho que o kiNgg é, obviamente, o jogador mais experiente lá, mas já deu para perceber que as 'crianças' não sentem pressão; inclusive, eles gostam dessa situação. Então, espero ver uma Leviatán tão leve, é até engraçado falar isso. E, óbvio, com a mudança do meta, o spikeziN talvez não traga mais tanto essa Neon, pode ser que apareça em alguns outros mapas. Espero que eles possam surpreender e fazer o Brasil feliz”, opinou Naper.
A Leviatán estreia contra a Global Esports, neste domingo (7), às 14h (de Brasília). Se conseguir transportar para o cenário internacional o desempenho exibido no Americas, o time tem condições de se tornar uma das surpresas do campeonato. O que ainda falta é descobrir como um dos elencos mais jovens vai responder quando o confronto deixar de ser regional e passar a ser global.
➡ Masters Londres 2026
O Masters Londres acontece entre os dias 6 e 21 de junho, na Copper Box Arena, em Londres, na Inglaterra. O campeonato recebe 12 equipes na disputa pela premiação de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões na cotação atual) e por pontos na corrida por uma vaga no Champions, o mundial de VALORANT.
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