Liquid no VCT Americas? “Não é loucura demais”, afirma daiki
Incontestável dentro do cenário inclusivo de VALORANT no Brasil, Natália "daiki" Vilela se sustenta pelos próprios números. A jogadora da Team Liquid Brazil alcançou, na última quinta-feira (30), o 12º título de Game Changers na carreira ao vencer o VALORANT Game Changers 2026 - Brazil Stage 1. E, em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil, ela falou sobre a sensação de já ter conquistado praticamente tudo.
“Esse é o tipo de coisa que você não vê o tamanho, a magnitude, até se afastar um pouco. Por enquanto eu tô jogando, então continuo só fazendo meu trabalho, e o título é consequência”, afirmou daiki.
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➡ Títulos e o ato de se acomodar
A sequência de títulos levanta uma dúvida: em que momento vencer deixa de ser extraordinário? Segundo daiki, houve um momento em que essa sequência mudou a forma na qual encarava os resultados e, a partir disso, as conquistas passaram a parecer parte da rotina.
“Vou falar a verdade: em 2022 foi o ano em que eu ganhei absolutamente tudo. Na época ainda tinham os qualifiers, então a gente jogava três qualifiers, um meio-evento, três qualifiers, um meio-evento. E nesse ano eu ganhei absolutamente tudo. Eu confesso que talvez, no meio, eu já não sentia mais a mesma energia, não comemorava, não ficava feliz. Na verdade, às vezes, quando eu perdia, eu ficava mais brava do que feliz por ter ganhado, porque às vezes a gente entregava alguns jogos que não devia e tudo mais. Só que, a partir do momento que os outros times começaram a correr atrás e a bater na gente, voltou a vontade de ganhar, sabe? Tipo: 'Não, eu não vou dar esse gostinho pra esses times'. E aí foi o que me fez me mover também. Os outros times correndo atrás, o MIBR… a gente perdeu pra elas. Então, assim, continua nesse mesmo sentimento: tem outros times atrás da gente, a gente não pode dar mole, não pode se acomodar, porque, se fizer isso, a gente vai perder. Então isso me move bastante também. Eu já senti um pouco disso, mas sobre o mundial, eu acho que é porque é um campeonato muito grande, que eu esperei anos por ele, e quando eu realmente conquistei, o que parece pequeno é porque parece que nenhuma preparação, nada que a gente fizer, vai chegar tão perto do que a gente fez no mundial”, revelou a jogadora.
➡ Sair da zona de conforto
Classificada para o VALORANT Challengers Brazil (VCB) pela primeira vez, a Team Liquid de daiki enfrentará um cenário bem diferente do Game Changers no torneio misto. Mesmo com todo esse domínio no cenário inclusivo, a mudança de contexto, para a jogadora, vai pesar porque serão outros tipos de confrontos e outros estilos de jogo.
“Eu acho que vai ser um torneio muito mais difícil, porque no Game Changers a gente acaba enfrentando mais dificuldade na final upper ou na grande final. De resto, é muito difícil a gente ter alguma dificuldade. E eu sinto que no VCB todos os jogos vão ser difíceis. Até contra os times “entre aspas” mais fracos a gente pode enfrentar algum tipo de dificuldade, porque todos têm um individual muito bom, todos são bons times. E eu acho que é uma diferença que vai ser, assim, mind-blowing, porque é uma coisa que a gente nunca passou, sabe? Então é dar a vida a cada semana, a cada jogo. Vai ser cansativo, mas acho que essa vai ser a grande diferença desse campeonato”, opinou daiki.
➡ Novo nível de competição e sonho
Com uma prateleira que já soma 12 troféus brasileiros, sendo dez deles pela Team Liquid, além de uma vaga no VCB e um título mundial, o currículo de daiki já parece completo à primeira vista. Ainda assim, de acordo com a jogadora, sempre há espaço para mais um objetivo. E da vez é alcançar os playoffs do VCB 2026.
“Sempre tem um próximo objetivo. Hoje, eu acho que o próximo objetivo é chegar nos playoffs do VCB. Eu ficaria muito realizada se conseguisse fazer isso, porque a gente tá num grupo muito difícil. E mesmo se a gente for pros play-ins, ainda vai ser bem complicado. Eu fico imaginando todos os times do VCB e penso: “mano, vai ser difícil, vai ser corrido”. Então o meu próximo objetivo são os playoffs. E, obviamente, a gente não vai parar por aí. Se eu conseguir conquistar isso também, vou sonhar ainda maior”, compartilhou daiki.
Entre esses planos, há também a chance de disputar uma parte do VCT Americas. Para daiki, embora ainda seja um cenário mais distante, não deixa de ser uma possibilidade. “A gente já imaginou jogar o VCT Americas, mas ainda é bem distante. Mas tem chance, então dá pra sonhar, dá pra pensar, conversar sobre isso. Não é loucura demais, dá pra considerar”, finalizou.
▶ Confira a entrevista completa com daiki em vídeo:
Agora, depois de conquistar o primeiro split do Game Changers Brazil, o próximo compromisso de daiki e companhia é o VALORANT Challengers Brazil 2026 Etapa 1. A competição começa nesta terça-feira (5) e segue até o dia 12 de julho, com 14 equipes na disputa pelo título e por uma vaga nos play-ins do VCT Americas 2026 Stage 2.
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