shaW opina que elencos brasileiros podem não funcionar mais no VCT
Para 2027, a Riot Games promoverá uma grande reestruturação no competitivo de VALORANT. Em meio às mudanças, o coach da FURIA, Ian "shaW" Jardim, analisou o novo formato em vídeo publicado na última quinta-feira (9) e apontou um problema recorrente no Brasil: a falta de jogadores de alto nível em funções específicas, entre elas a de IGL.
“Agora vamos falar a verdade: tudo isso vai ser bom, mas você quer ser competitivo? Essa é uma pergunta importante. Porque é o seguinte: temos poucos brasileiros hoje na liga. Pouquíssimos. E, se não me engano, a maioria — uns 90% — fala inglês, nem que seja o básico para se comunicar dentro do servidor. Sabe as posições, consegue jogar, porque já tem contato com a língua na ranqueada. Qual é o meu ponto? Você está no Brasil, tem três jogadores muito bons, mas não tem um IGL. O cenário está saturado, os melhores IGLs já estão nos times. Ou você tem IGLs da velha geração que não jogam mais no ritmo atual. E você não quer gastar tempo formando alguém do zero”, opinou o coach.
LEIA MAIS
De acordo com shaW, isso não se limita à falta de nomes, mas a uma mudança de mentalidade de deixar de olhar apenas para o mercado local e passar a tratar o internacional como parte natural da montagem de elenco. Esse movimento, segundo ele, já aconteceu em outros títulos e deve se repetir no VALORANT, ainda mais com um circuito mais aberto a partir de 2027.
“Então, por exemplo: eu testei um jogador chamado Iluri, que jogava na MOUZ. O moleque é muito bom de IGL. Vive jogando tier 2, chegando em Ascension, sempre batendo na trave. É um cara bom. Falta IGL no Brasil. Você tem três jogadores bons, que falam inglês. Tem esse cara disponível. Você pode trazer. Aí falta um duelista. Você pode buscar um duelista do tier 2 de outro lugar. Você começa a trazer peças. Esse é o mesmo movimento que aconteceu no CS. Não adianta fingir que não vai acontecer aqui. Acontece no LoL, no Dota, no CS. “Ah, mas no LoL tem os coreanos…” Beleza, eles têm uma liga fortíssima. Mas esse nunca foi o nosso caso. A liga está voltando a ser o que já era. E, antes, só a LOUD conseguiu se destacar de forma consistente”, apontou shaW.
“Então não se enganem: achar que vai montar time sempre limitado ao mesmo escopo vai dar errado. E isso não é hate ao brasileiro. O fato é: quando você fala inglês, você pode chamar jogadores de diferentes nacionalidades. Você amplia muito o seu leque de opções. Se falta uma peça, fica muito mais fácil encontrar. Mas é isso. Sem muito mais o que falar, eu sinto que dá para ter mais consistência no próximo cenário. Mas a gente precisa entender que é preciso ter talento na região e cruzar com outros bons jogadores que potencializem isso. É sobre esse intercâmbio: jogadores experientes com novatos, gente boa jogando com gente boa”, finalizou.
➡ Mudanças no VCT
A partir de 2027, o circuito VALORANT Champions Tour (VCT) deixa o modelo de ligas e passa a operar como um circuito baseado em torneios, com qualificatórias abertas integradas ao sistema de franquias. Com a mudança, a reformulação muda o caminho até o topo do cenário internacional, já que todas as equipes passam a poder ter acesso aos principais campeonatos da modalidade. Entenda tudo que vai mudar aqui.
Para ficar por dentro de tudo o que acontece no VALORANT no Brasil, siga o THESPIKE Brasil no X/Twitter e no Instagram!
Últimas Notícias
Comentários
vct 2023
Para todas as informações sobre o VCT 2023, verifique nosso VCT Hub. Lá você encontrará nosso FAQ para responder a todas as suas perguntas e detalhes sobre as equipes, diferentes ligas e muito mais