dgzin reflete sobre fim de temporada pela EG: “Machuca muito”
Para Douglas "dgzin" Silva, a derrota frente à MIBR no último sábado (29), que ditou a eliminação da Evil Geniuses (EG) do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2, foi um dos momentos mais difíceis da sua carreira no VALORANT. O sonho de disputar o VALORANT Champions 2026 também chegou ao fim, uma vez que a organização norte-americana não conseguiu somar os pontos necessários para garantir a qualificação para a competição.
Apesar da dura derrota numa série disputada até ao último momento, o jogador brasileiro revelou ao THESPIKE Brasil que sente um enorme orgulho pelo trabalho realizado pela equipa ao longo deste ano e destacou ainda o papel que a organização teve na sua vida. Ele ainda revelou o quanto gostaria de ter conquistado esta vitória para a coach Christine "Potter" Chi, que foi uma das principais responsáveis pela chegada dele à equipe.
“Passou muita coisa também, minha cabeça tá doendo muito, eu chorei muito já. É uma derrota que machuca muito, porque, querendo ou não, a gente mudou o time, a gente teve, querendo ou não, comparado a todos os times da liga, menos tempo de treino e tudo mais. Mas, sinto que a gente deu o máximo, é isso que importa. Eu tô muito chateado, muito triste porque é um time que fora do jogo é como se fosse uma família, a gente sempre faz tudo junto. A gente nunca teve nenhum tipo de briga, guerra de ego, nada. A gente sempre tenta fazer, sempre tenta fazer tudo um pelo outro, então, acho que essa parte é a que mais machuca”, disse dgzin.
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Quando questionado sobre se acredita que a EG deu tudo o que tinha a dar nesta temporada e se havia algo mais que pudesse ter sido feito, dgzin destacou as longas horas de treino e a dedicação de todos os seus colegas e da staff. O jogador brasileiro reforçou ainda o esforço coletivo para extrair o melhor das capacidades de cada elemento e conquistar um título que a organização procura há muito tempo.
“Eu acho que não. Pelo tempo que a gente teve assim, acho que nos treinos a gente treinou muito. Foram muitas horas, meu coração ficou muito apertado, querendo ou não, queria fazer muito acontecer por causa dela [Potter], ela confiou muito em mim. Então eu só queria poder fazer com que isso fosse possível. Eu e a Potter, e os moleques do time, a gente tem uma energia muito boa. Então esses momentos assim acabam pegando bastante, né? Eu já perdi bastante, já ganhei também, mas é como eu falei, isso aqui não parece ser qualquer time, é muito família, a gente fazia muita coisa junto. E o futuro é assustador porque a gente não sabe o que vai acontecer. Ano que vem não tem mais franquia. É, tudo pode mudar, a gente sabe como é que funciona o esporte, e é assim que tem que ser. Então, fica esse sentimento. Até pedi desculpa pra ela, toda hora que eu toco nesse assunto dá vontade de chorar. Mas ela tá feliz. Ela trocou bastante ideia comigo, que tava muito orgulhosa de mim. Não é fácil, realmente. Eu nunca tive contato com inglês antes, então foi um desafio. E mesmo assim eu consegui performar e ela acreditava em mim todo dia. Então um dia vou conseguir retribuir da forma que eu acho que era pra ser. E é isso”, explicou o jogador.
Apesar do resultado, o Duelista da EG afirmou sentir um enorme orgulho pela organização que o acolheu e por todas as memórias positivas que construiu ao longo do ano. O pro player evitou falar sobre o futuro, mas recordou ainda o momento em que Potter o entrevistou antes da sua entrada na organização, em uma altura em que mal sabia falar inglês, e lhe deu um voto de confiança.
“Eu acho que eu sou um cara que eu sou muito grato por quem me estende a mão. Eu sempre tento defender. Foi no momento que eu mais precisei ali, depois que eu tinha saído da LOUD e as coisas não deram certo na Team Solid, que você fica pensando: 'Pô, mano, o que que vai acontecer do futuro?'. Então veio essa oportunidade, onde eu não sabia nem usar inglês. Eu fiz a entrevista lá com a Potter, tentando decorar algumas coisas, ela já percebeu, falou: 'Olha só, vou te dar a oportunidade e eu sei que você vai fazer isso acontecer. Então, se prepara'. Só foi isso que ela falou. Aí eu comecei a estudar muito. Então, ter esse tipo de pessoa por perto, que todo dia faz você querer ser melhor, dar o seu melhor ali pelo time, não é algo só seu, sabe? Tenho sonhos, tenho vários sonhos, mas esse ano todo eu joguei só pelo meu time, pelos moleques do meu time, porque é o mais importante pra mim se a gente conseguisse fazer isso acontecer, de classificar, poder jogar um mundial no final do ano. Então, seria algo que me deixaria mais feliz do que realizar algo só meu. Então, esse é meu sentimento com certeza”, concluiu.
▶ Assista a entrevista completa com dgzin:
Fora do VCT Americas 2026 Stage 2 e sem chances de disputar o VALORANT Champions Shanghai 2026, a Evil Geniuses pensa no futuro em relação ao time atual e no que será feito a partir da próxima temporada competitiva do jogo. Isso porque a organização não tem mais compromissos oficiais a cumprir neste ano.
➡ VCT Americas 2026 Stage 2
O VCT Americas 2026 Stage 2 termina no dia 6 de setembro e totalizará 16 equipes na briga pelas vagas no VALORANT Champions Shanghai 2026. Como novidade, a fase final dos playoffs da liga internacional de VALORANT deixará a cidade de Los Angeles pela primeira vez e será realizada em São Paulo.
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