Jogadores brasileiros de VALORANT lucram com opiniões no X
Nem toda publicação sobre a Polymarket feita por alguém ligado ao VALORANT acontece por iniciativa própria. Uma apuração do THESPIKE Brasil identificou acordos em que jogadores, ex-jogadores e criadores de conteúdo recebem por postagens sobre a plataforma no X (antigo Twitter). Os pagamentos chegam a cerca de R$ 250 por post e envolvem acordos diretos com a empresa ou com a intermediação de agente (entenda a situação abaixo).
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O modelo de divulgação utiliza a audiência de jogadores, ex-jogadores e criadores de conteúdo de VALORANT para atrair mais pessoas à Polymarket. Ao citar publicações da plataforma, esses perfis ajudam a divulgar o site de previsões e a alcançar possíveis usuários que ''apostem'' no mercado de previsões.
De acordo com a apuração desta reportagem, os valores pagos por publicação variam de US$ 8 (equivalente a R$ 40 na cotação atual) a US$ 50 (cerca de R$ 250). A quantia depende de fatores como o número de seguidores de cada perfil, a frequência das postagens e o engajamento do público.
Os acordos, porém, não funcionam da mesma maneira para todos os envolvidos. Segundo o levantamento, alguns negociam diretamente com a Polymarket, enquanto outros chegam à plataforma por meio de um agente. Nesses casos, os intermediários costumam ficar com 20% do valor pago por postagem.
Além disso, os jogadores e influenciadores têm recebido para divulgar a Polymarket sem deixar claro que existe um pagamento por trás das publicações. Mesmo assim, os valores são pagos normalmente. No entanto, esses posts deveriam identificar a parceria comercial, como determinam o artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e as normas do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que exigem que a publicidade seja veiculada de forma transparente e que o público saiba imediatamente que se trata de uma ação comercial.
▶ Plataforma foi bloqueada pelo governo brasileiro
Apesar de contar com jogadores e criadores de conteúdo brasileiros para divulgar os serviços, a Polymarket está bloqueada no país desde o dia 24 de abril de 2026. A restrição foi determinada pelo governo federal, por meio de uma decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que também atingiu outros 26 sites de mercados preditivos.
Na época, o Ministério da Fazenda concluiu que essas plataformas funcionavam de forma semelhante a casas de apostas, mas operavam sem as autorizações exigidas para esse tipo de atividade no Brasil. O bloqueio ocorreu antes mesmo da medida provisória que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas, conhecidas como bets, no país.
▶ Acordos também aparecem em outras modalidades
Os acordos não ficam restritos ao VALORANT. A divulgação da plataforma também aparece nas comunidades de League of Legends (LoL) e Counter-Strike 2 (CS2). No CS2, por exemplo, o portal Dust2 Brasil apurou que parceiros da plataforma no país podem receber de US$ 20 (cerca de R$ 100) a US$ 100 (cerca de R$ 500) por publicação no X. Alguns acordos incluem ainda a associação da marca diretamente ao perfil do parceiro, com pagamentos feitos em criptomoedas.
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