mazin: “Acho que, no Brasil, sou o melhor fazendo o que eu faço”
Depois de pouco mais de três anos, mazin voltará a disputar a elite do VALORANT. Só que, desta vez, será ainda mais especial. Isso porque o jogador foi campeão do VCL 2026 - Brazil: Stage 2 com a La Masia e, com o título, se garantiu no play-in do VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2. Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil (assista em vídeo abaixo), ele abriu o jogo sobre o momento da carreira, o tamanho do feito com a equipe e a importância da conquista como uma forma de reafirmação no competitivo do jogo.
“Muito especial [o título com a La Masia]. Eu já sabia que, basicamente, pra eu voltar [para as franquias do VALORANT] teria que ser por muito mérito, de algo que eu tivesse que construir. Claro que não sozinho, né? Porque eu já tinha tido duas oportunidades, na FURIA e no MIBR. Eu sei que os resultados lá foram ruins, então isso ofusca muito. Eu sabia que ia ter que remar uma maré bem difícil pra poder voltar. Então, eu tô muito feliz, sendo sincero. Igual eu falei, dá um alívio muito grande vencer, ainda mais poder voltar pra onde eu comecei, basicamente, a minha carreira internacional no VALORANT, que era tudo o que eu queria. Voltar para um grande palco e também provar que hoje eu sou um cara mais preparado para estar na função em que eu tô hoje, de capitão. Eu comecei sendo capitão meio que porque caiu no meu colo. Não era o que eu queria no início. Hoje eu gosto muito. Eu acho que sou o melhor, pelo menos aqui no Brasil, fazendo o que eu faço”, opinou mazin.
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Primeiro time sem organização a vencer uma edição do VCB, a La Masia até chegou a ter conversas para ser contratada por uma equipe. Mas, segundo mazin, nenhuma delas avançou porque não houve crença de que poderiam chegar longe nesta temporada. Apesar disso, o jogador deixou claro que é um desejo de todos os envolvidos no time para que consigam uma organização a tempo de representá-la no VCT Americas.
“Então, sempre teve contato. É um time que tem muitos nomes grandes, mas sempre foi também uma galera que não estava colocando todas as fichas, querendo colocar todas as fichas. Então, no começo, quando eu ia conversar com as organizações, eu tava vendendo um sonho e, basicamente, ninguém quis acreditar da forma que a gente acreditou”, afirmou o jogador.
Então, a gente também respeitou. Recebemos algumas propostas, mas nada que a gente achasse que era o melhor. Então, a gente preferiu continuar sem organização. E agora, acho que o nosso próximo objetivo é, se tiver alguma organização que queira oferecer aquilo que a gente espera, que a gente acha que merece também como time, estrutura suficiente, a gente com certeza quer fechar, sabe? Pra também ter alguém para representar. E, pra gente, como profissional, acho que isso é muito importante”, completou.
O feito da La Masia, inclusive, deve ser ainda mais valorizado. Isso porque, além de capitão, mazin revelou que também precisou assumir a função de manager e explicou que todos os jogadores precisaram tirar dinheiro do próprio bolso para realizarem um bootcamp em São Paulo. Agora, a intenção é que tudo isso seja resolvido a partir de uma organização.
“Acho que foi um feito absurdo e muito difícil porque a gente teve que fazer tudo por nossa conta. Então, eu tô falando não só dentro do jogo, mas o trabalho até que eu tô tendo que fazer de manager é muito difícil porque eu tenho que lidar com coisas fora do servidor, que acaba tomando meu tempo, ainda mais agora que a gente ganhou. É tudo ruim, na verdade, não ter uma organização. Então, é sem salário, banca bootcamp do próprio bolso. Foi muito desafiador. E é isso, né? Agora vamos esperar para ver se alguma organização tem vontade de jogar o VCT Americas. A gente tá aí, disponível”, concluiu.
▶ Assista a entrevista completa com mazin em vídeo:
Atual campeã do VCB e ainda sem organização, a La Masia de mazin e companhia se prepara para disputar o play-in do segundo split do VCT Americas 2026, entre os dias 13 e 23 de agosto, na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
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